M’Ana no Shark Tank

M’Ana antes do Shark Tank

A M’Ana faz manutenção residencial e comercial com mulheres, para mulheres.

Como foi no Shark Tank

Ana Luiza e Katherine buscam 100 mil reais por 10% para investir no crescimento da M’Ana, para atender mais mulheres e resolver o problema do desconforto e do assédio sofrido por mulehres com prestadores de serviço homens.

A empresa já tem um ano de existência, com mais de 1500 mulheres atendidas nesse período. Hoje perdem de 4 a 5 clientes por semana, por falta de mão-de-obra.

Entre 2006 e 2012, o número de mulheres na construção civil mais do que dobrou.

Existem concorrentes como marido de aluguel, mas não tem o diferencial de ter mulheres atendendo.

Camila pergunta sobre o faturamento da empresa. 10 mil por mês, apenas para as duas.

Shiba se interessou pelo projeto, por poder funcionar com um modelo de franquias, que ele já conhece bem.

O dinheiro será utilizado para contratação e ferramentas. Os serviços mais prestados são de manutenção elétrica e montagem de móveis.

Para chegar aonde estão, investiram apenas 70 dólares para chegar em quase 25 mil pessoas.

Sorocaba e João gostaram da empresa, mas saem da negociação.

Camila e Cris fazem propostas iguais, de 100 mil reais por 50%.

Shiba sugere os 3 investirem em conjunto, ficando 20% para cada um, assim reduzindo a negociação, para 100 mil por 60%.

Elas aceitam a proposta rapidamente.

Bosta em Lata no Shark Tank

Bosta em Lata antes do Shark Tank

Leonardo, com 18 anos, iniciou a própria empresa e quebrou financeiramente em 2011. Escreveu um livro sobre seu fracasso e agora quer dar a volta por baixo (“por que por cima está difícil”) com seu novo produto.

Como foi no Shark Tank

Leonardo quer um negócio de 150 mil reais por 30% da empresa. Inicia contando sobre como surgiu a ideia, teve primeiro a ideia do nome e depois desenvolveu o produto, uma lata de adubo de fácil manuseio. Distribuiu para os tubarões uma amostra do produto.

O nome foi uma brincadeira, mas ele tem preocupação com a sustentabilidade. Depois de usar o adubo, a lata ainda é reaproveitada como porta-trecos ou cofrinho.

O produto é vendido no site por R$ 19,90 por uma lata de 500g. Os concorrentes vendem sacos de 2kg por 4 reais.

Sorocaba explica que no interior esse produto não vai vender, mas pode existir mercado dentro dos grandes centros urbanos.

Camila questiona a diferença de preço para os concorrentes. Segundo Leonardo, o conceito apresenta um valor agregado que justifica.

Cris Arcangeli defende o produto, que vai vender porque é bonito e pode dar de presente. Leonardo diz que o adubo também é excelente, porque não quer que comprem o produto apenas uma vez por causa da brincadeira.

João Appolinário comenta sobre o fornecedor do adubo, que também é um concorrente do produto. Se a empresa crescer, tem o risco de o concorrente não querer mais fornecer o adubo. Leonardo responde sobre os custos altos de se criar uma indústria de fertilizantes.

Leonardo já colocou 15 mil reais no negócio, terá que vender 10 mil latas para pagar o investimento. A projeção para 2016 é de 12 mil latas. Em 2017 projeta faturar 601 mil reais.

Sorocaba comenta que Leonardo é um baita marketeiro, que o produto é caro e não enxerga como vender o produto, então está fora.

Camila Farani também sai, porque é um problema quando a lata do produto é mais cara do que o próprio produto.

João elogiou o produto, mas sai porque se preocupa com o risco do fornecimento levantado na sua pergunta anterior.

Shiba também sai, porque não vê perpetuidade no produto. Vai vender um pouco mas depois as pessoas vão comprar adubo e colocar na lata.

Leonardo diz que a reutilização da lata é respeito ao meio-ambiente, que as pessoas vão até colecionar a lata.

Depois de tudo isso, Cris fica em dúvida, mas faz uma proposta de 150 mil por 51% do negócio. Leonardo faz contra-proposta de 150 mil por 33%. Ela sai, “eu só faço 50”.

Os tubarões terminam brincando que daria muita mídia falar que a Cris comprou bosta.

Como comprar o produto?

A Bosta em Lata está disponível no site da empresa. Além disso, está também no Mercado Livre, onde é possível ver que uma semana após o episódio, poucas unidades foram vendidas.

 

Velo no Shark Tank

Como foi no Shark Tank

Camila e Claudia apresentam a Velo primeira marca de roupas para o ciclista urbano, pedem inicialmente 400 mil por 20% da empresa.

Iniciaram a empresa para resolver os dois problemas principais dos ciclistas nas cidades:

  1. Usam roupas esportivas e precisam se trocar ao terminar o transporte.
  2. Usam roupas comuns e chegam com as roupas amassadas e até com mal cheiro.

Desenvolveram roupas funcionais, com tecnologia, ergonomia e design. Buscam o conforto do ciclista, com alfaiataria moderna, com recortes e respiros nas roupas.

É um mercado novo, com grande potencial de crescimento. Em São Paulo, o número de ciclistas aumentou em 66% em um ano.

Sorocaba pergunta sobre como a empresa é divulgada. Fazem propaganda para os grupos de ciclistas pelas redes sociais. Querem posicionar a Velo como uma marca de estilo de vida, não apenas de roupas, querem transformar como as pessoas vivem a cidade. Agora procuram um investidor para ganhar escala.

João pergunta sobre as vendas. A marca foi lançada e é comercializada online e em 3 bike-cafés há dois anos.

Cris pergunta sobre o faturamento. Nos dois anos, a Velo faturou 102 mil. O preço médio da peça é R$ 252 e o custo R$ 79. O design é único, o desenvolvimento do projeto é interno, mas a produção terceirizada.

O ítem que mais vende em São Paulo é uma capa de chuva, que pode ser dobrada e fica do tamanho de uma carteira. Elas mostram como funciona, os tubarões gostam do resultado.

Cris agora quer saber como foi calculado o valuation de 2 milhões. Elas explicam que já fizeram um investimento de 643 mil e com o investimento dos tubarões tem um potencial de caixa muito grande no futuro. Camila pergunta sobre o estoque, que elas ainda não tem e pretendem produzir conforme a demanda.

A primeira proposta vem da Cris, de 400 mil por 50%. Ela participando elimina a necessidade de investimento em marketing e comercial, então o dinheiro seria utilizado apenas para capital de giro e estoque.

Sorocaba, Shiba e João falam rapidamente apenas para sair da negociação.

Camila faz a segunda proposta, de 200 mil por 20%, desde que a Cris aceite também 200 mil por 20%, totalizando 400 mil por 40%. Ela responde que quer 50%, por já trazer valor para a empresa com o conhecimento de moda, já ter marketing e comercial, vai ajudar com a marca e vai vender nas lojas multimarcas.

Camila Farani inicialmente não gosta da proposta de 50% em conjunto, altera para uma proposta de 400 mil por 30%, trazendo todo o conhecimento de tecnologia para ajudar no negócio, explica que as propostas são de valores de entrega diferentes.

As duas empreendedoras fazem uma contra-proposta para Camila e Cris em conjunto, de 400 mil por 30%. A Cris não quer fazer por tão pouco, “não vou levantar da cadeira por menos de 50%”,  explica que o crescimento de 100% da empresa não justifica, por ser uma base muito pequena.

O negócio é fechado em 400 mil por 30%, divididos entre as duas tubarões.

Como comprar os produtos da Velo?

No site da Velo é possível encontrar vários modelos de roupas esportivas. Além disso, os produtos são vendidos nos bike-cafés Aro27 e Velodrome.

Uma semana após a apresentação do programa, a capa de chuva apresentada no programa está esgotada e não é mostrada com destaque no site.

 

 

Revo Foot no Shark Tank

Revo Foot antes do Shark Tank

Lucas Strasburg iniciou o projeto de uma prótese como TCC de Engenharia Mecânica. Agora trabalha para conseguir vender o produto.

Como foi no Shark Tank

Lucas iniciou a conversa com os tubarões pedindo para os tubarões pensarem sobre como uma ambutação de membro inferior afetaria suas vidas. Explica que existe um déficit de 1 milhão de próteses no país.

A prótese de fibra de carbono custa cerca de R$ 4000. O Revo Foot é inovador no material e no sistema construtivo. É modular, permitindo substituir apenas as partes necessárias. É vendido por R$ 2300, sendo uma redução considerável em relação à protese de fibra de carbono.

Explica que está em busca de um investimento de 400 mil reais por 20% do negócio.

João pergunta se o Revo Foot é uma indústria ou um escritório de desenvolvimento. Lucas responde que é os dois, gerido apenas por ele.

Camila pergunta se ele não tem receita, ele confirma.

Sorocaba pergunta porque a prótese de fibra de carbono é tão cara. Lucas explica que o custo é do material e da falta de uma industria nacional.

Camila quer saber porque não existe indústria nacional, ele conta do atraso tecnológico. Ainda não existem normas para as próteses, ele trouxe as normas dos Estados Unidos para desenvolver o trabalho.

Cris pergunta sobre os prazos da Anvisa para liberar o produto para venda. O prazo é de dois anos, mas por questões financeiras ainda não foi dada a entrada no processo.

Sorocaba observa que corre o risco de não poder ser vendido, mas Lucas diz que não é o caso, confia muito no produto. Ele foi premiado pelo MIT com o prêmio TR-35.

Com isso, Camila decide sair por causa dos riscos relacionados à Anvisa.

Cris questiona o valuation de 400 mil, e recebe uma resposta sobre os custos do projeto.

Shiba e João não sabem como acrescentar no projeto e saem também. Sorocaba incentiva a continuidade do projeto mas que ainda é cedo para ele contribuir. Cris tinha interesse mas não poderia entrar com um valuation tão errado.

Nenhum tubarão investiu no Revo Foot.

Gourmetzinho no Shark Tank

Gourmetzinho antes do Shark Tank

Amilcar é sócio do restaurante Nou em Pinheiros, São Paulo. A empresa Gourmetzinho já foi notícia na Exame em maio de 2016, quando falou que fazia 14 mil vendas por mês. O chef tem entrevistas em revistas especializadas, como a Sociedade da Mesa.

Como foi no Shark Tank

Amilcar apresenta a empresa Gourmetzinho, com a esposa Karolina. Ele é chef e proprietário, está em busca de um investimento de 500 mil reais por 20% da empresa. Sócio e chef de dois restaurantes em São Paulo. Desenvolveu uma linha de papinhas para o filho e colocou a venda a pedido dos amigos.

É uma linha de papinhas congeladas para cada idade com 90 dias de validade com ingredientes orgânicos selecionados. Está presente em toda capital, Grande São Paulo, Campinas, Baixada Santista e Rio de Janeiro. A empresa é pioneira na linha segmentada de papinhas e comida para bebês em cada faixa etária. Além disso, tem também uma linha de snacks, chips de frutas e legumes.

Hoje 90% do negócio é delivery. A mãe pode comprar a comida congelada em quantidade e estocar no freezer, para ter à disposição quando precisar.

O pratinho custa R$ 16,90 e o ticket médio é de 200 reais. Em 2016, estima faturamento entre 1,8 e 2 milhões de reais.

Cris Arcangeli pergunta o que vão fazer com os 500 mil. Amilcar quer investir em 3 pilares, divulgação, infra-estrutura da fábrica e
expansão geográfica. Ela fala que o mercado de São Paulo é grande, pergunta porque ele quer abrir em outros estados.

Amilcar responde que já está consolidado em São Paulo, iniciando uma discussão. Cris responde que não dá para estar consolidado com 130 mil de faturamento. Ele tenta explicar que ainda não está satisfeito com o resultado, mas já tem a fábrica e os canais de venda na cidade. Ela termina a conversa respondendo apenas “não tem”.

Shiba pergunta porque está procurando um sócio, já que ele já é do ramo e tem o projeto estruturado. Amilcar explica que precisa de um investidor para colocar dinheiro para fabricação e expansão geográfica, além de uma visão estratégica para multiplicar o negócio.

João entra na conversa, apoiando a expansão para outros estados e fazendo a primeira proposta do programa: 500 mil por 50%.

Na sequência, Shiba propõe participar da proposta, entrando com metade do dinheiro e Sorocaba propoe entrar com os dois, dividindo a proposta em 3 sócios.

Sorocaba fala que é investidor do Wendy’s. Cris diz que ele pode ajudar no marketing. Sorocaba cita que 72% dos seguidores dele são mulheres, que é o público principal do Gourmetzinho. Assim, Shiba redefine a proposta para 500 mil por 60%.

Cris sai, por não concordar com a expansão geográfica. Camila diz que gostou do produto, mas não foi convidada na proposta dos outros três tubarões, então também sai.

Amilcar tenta melhorar o cenário com uma contra-proposta de 700k por 49%.

João pede para o Amilcar se retirar, para conversar com os outros tubarões.

Enquanto eles conversam, dá para escutar Amilcar falando nos bastidores: “A maioria a gente não vende. Senão eles engolem a gente. Fazem o que eles quiserem com a empresa, a gente vira empregado deles.”

Na volta, João explica que são 20% para cada um no projeto, mantendo os 60%, mas aumentando o investimento para 600 mil.

Amilcar e Karolina conversam:

– Amilcar: Eu acho que a gente devia dar 25% para cada um dos dois aqui na frente (João e Shiba) e já era.
– Karolina: Eu acho que ele (Sorocaba) é importante, porque tambem é ele que vai dar os resultados. O cara do marketing… tem que ter ele.
– Amilcar: E a gente fica só com 40%?
– Karolina: Tudo bem.

Com isso, a primeira negociação do Shark Tank Brasil é realizada.

Como comprar o produto?

As papinhas estão disponíveis para venda pelo ecommerce da empresa. Além disso, eles tem outro site institucional e página no Facebook.

Conheça os tubarões

Camila Farani

Camila Farani é um dos principais nomes do investimento-anjo no Brasil. Atualmente, é Presidente da Gávea Angels, um dos pioneiros grupos de investidores-anjo no Brasil e que conta com mais de 50 investidores. Além de investir em empresas nascentes de tecnologia em áreas como e-commerce, software e mobile, investe também em setores tradicionais como alimentação e educação.

Carlos Wizard Martins

Carlos Wizard Martins foi presidente do Grupo Multi Educação. Atualmente, ele é presidente da Mundo Verde, maior rede de produtos naturais da América Latina, sócio-fundador da BR Sports – representante de marcas esportivas -, e abriu a primeira loja da rede de fast-food de comida mexicana Taco Bell no Brasil.

Cris Arcangeli

A empresária Cris Arcangeli atua no ramo de cosméticos desde 1986 e é considerada uma das mulheres que mais influenciou e contribuiu para o desenvolvimento do mercado de moda, beleza e bem-estar no país. A carreira de sucesso rendeu a Cris mais de 26 prêmios nacionais e internacionais.

João Appolinário

João Appolinário é o fundador da Polishop, que foi inaugurada em 1999 e é uma das empresas de varejo mais conhecidas do Brasil, além de atender outros países como Espanha, Chile, Peru e Argentina.

Robinson Shiba

Robinson Shiba é o dono da rede de comida chinesa China in Box, inaugurada em 1992 na cidade de São Paulo e hoje presente em várias localidades do país, com mais de 145 lojas da franquia. A China in Box foi a primeira rede de fast-food a oferecer serviço de delivery no Brasil.

Sorocaba

Cantor, compositor e empresário, Sorocaba, da dupla sertaneja Fernando & Sorocaba, é responsável pela administração da carreira de diversos artistas, entre eles: Thaeme e Thiago, Marcos e Belutti, Milionário e Marciano e Lucas Lucco, além de ser investidor em outros ramos como alimentício e esportivo.